Se tem duas coisas que eu gosto na vida, são viajar e comer massas.
Estou a caminho da ICSI (link aqui), um evento muito legal pra quem é da área de TI (e que ainda vai receber alguns posts aqui). Fiz uma conxão em salvador, e no aeroporto encontrei um restaurante maravilhoso, o Piazza de Pizza. Fica a minha recomendaçãao: a massa é classe A.

Isso aí é penne a arrabiata, o molho mais picante do qual tenho noticia. Afinal, como diz o ditado, em Roma faça como os romanos. Então, na Bahia...
Já viajei para vários lugares e poucos servem massas que se comparem à daqui. Além da boa comida, o atendimento é excelente (os garçons estão sempre sorrindo e fazem de tudo para você se sentir comfortável). O restaurante também conta com wi-fi na faixa para os clientes (eu vi dois pontos de acesso pelo lap).

Infelizmente, o Piazza de Pizza só tem um restaurante no aeroporto de Salvador. Eu adoraria que eles tivessem mais em outras cidades, principalmente Fortaleza. Se estiver passando por Salvador, dê uma passada por lá. E não deixe de falar com o Renildo, o chef do restaurante.




Alguém aqui já passou pela terrível experiência de mandar um email enquanto estava sob o efeito do álcool? É térrivel, né? E se arrependimento matasse, nós provavelmente já estaríamos sete palmos abaixo do solo.
Pois bem, para ajudar seus usuários a contornar este problema, o pessoal do Google inventou um mecanismo bem bacana. É um teste de sobriedade. Isso mesmo! Se você ativar uma determinada opção (dispoível apenas para quem usa o GMail em inglês por enquanto, mas logo logo estará disponível em português também), o GMail pedirá que você faça algumas operações algébricas básicas, com um limite de tempo. Quem estiver alto provavelmente não terá capacidade nem paicência para resolver.

Se bem que, com uma calculadora tão disponível no Windows, isso acaba mais sendo um teste de agilidade com o teclado numérico.
Por padrão, esse sistema só funciona nas madrugadas dos finais de semana, porque "são as horas nas quais você mais provavelmente precisará disso" de acordo com Jon Perlow, o gênio por trás dessa utilidade. Mas uma vez habilitado, você pode configurar os horários que isso funciona. Quem dera houvesse algo similar para carros, né?
Eu uso o mesmo teclado no meu desktop há três anos. Nesse meio tempo ele acumulou bastante poeira, e isso já tava começando a me incomodar. Pra quem também tem esse problema e não quer se dar ao luxo de comprar um teclado novo, aqui vão algumas dicas de limpeza.
Você começa desconectando o teclado do computador e desparafusando o lado de baixo. Guarde os parafusos em algum lugar onde não vá perdê-los. Normalmente o lado de cima é uma peça só (no caso do meu, são duas), com as teclas presas por pressão. Entre as teclas e o lado de baixo do teclado, tem um circuito impresso em uma folha de plástico bem flexível. Em alguns teclados essa folha é presa em outras peças, mas na maioria ela é solta. Guarde o circuito por enquanto.
Antes de tirar as teclas, tenha em mãos um esquema das posições delas - algo como uma foto digital ou um desenho. Pode ser que as teclas tenham algum plástico flexível pelo lado de baixo para servir de "mola", empurrando elas para cima após serem pressionadas. Se for o caso, guarde os plásticos em separado. As teclas podem ser removidas empurrando-as para fora - uma forma de se fazer isso é empurrando por baixo com uma chave de fenda pequena ou uma caneta, tomando cuidado para não danificar nada.
Leve a peça onde as teclas estavam presas, junto com as teclas, para um local onde você possa lavá-los. De preferência que o local tenha um jato de água de alta pressão, isso ajuda pra caramba na hora de limpar os cantos menores. Enxague tudo. Você pode usar detergente no corpo do teclado (não tenho certeza se apagaria o que tem escrito nas teclas). Se for usar detergente, recomendo usar apenas o lado mole da esponja para não arranhar a peça.
O mais chato de se lavar uma coisa dessas é que por causa das frestas pequenas, não dá pra enxugar só com uma toalha. Também demora pra caramba pra secar sozinho. Quem é geek girl, computeiro que mora com a mãe/irmã/esposa etc. ou metrossexual consegue encontrar facilmente em casa um secador de cabelos, que vem muito a calhar numa hora dessas. Seque as teclas uma por uma e as coloque sobre uma toalha.
Finalmente, aproveite o banho para aplicar algum perfume de sua preferência. Minha recomendação é Ulric de Varens, c'est magnifique.
Após encaixar todas as teclas novamente, remonte o teclado como estava antes. Se o seu teclado tem algum mecanismo para empurrar as teclas para cima, agora vem a parte mais difícil. Feche o teclado e use somente quantos parafusos sejam necessários para mantê-lo fechado. Teste todas as teclas para ver se estão funcionando bem - as vezes, na hora de virar o teclado de cabeça para cima ou fechar, algum plástico sai do lugar. Num caso desses, a tecla pode afundar e não voltar mais, ou então o teclado a considera como se estivesse sendo pressionada constantemente. A solução é abrir o teclado, ajeitar as peças que estiverem fora do lugar e fechar de novo. Só aperte todos os parafusos quando tiver certeza de que todas as teclas estão ok.
Para se ter uma idéia de quanta sujeira um teclado consegue acumular em três anos, dêem uma olhada no antes...

...e no depois.

E agora com as teclas montadas novamente:

Próximo passo: criar coragem para lustrar o notebook. Mas isso fica para outro post. Por hoje é só, pessoal!
P.S.: enquanto escrevia este post, notei que havia colocado três teclas fora de lugar ("[", "]" e "´"). Saquei as três fora com um alicate e coloquei na posição correta. Só então é que me toquei que podia ter sacado todas as teclas assim e feito uma limpeza a seco no teclado desde o começo 

A imagem animada aí a direita é um sistema de nuvens no polo norte de Saturno. Essa estrutura foi fotografada pela primeira vez na década de 80 pela sonda Voyager 1 e confirmada em 2006 pela missão Cassini. O conjunto se mantém estável há pelo menos 20 anos e não dá sinais de que vá desaparecer tão cedo.
Um dos motivos pelos quais Saturno me chama tanto a atenção são os padrões que ele tem, tanto em si próprio quanto com seus satélites. Além do hexágono, seus anéis apresentam raios que somem e reaparecem de acordo com suas estações. As órbitas das luas de Saturno também são um show a parte. É que são tantos corpos naquela região com órbitas ressonantes que essas órbitas acabam não sendo elípticas. Peguei um programa simulador de órbitas hoje e dei uma olhada. Mimas tem uma órbita quase quadrada, Enceladus faz um padrão ondulado, e Janus e Epimeteu trocam de órbita entre si a cada quatro anos!
Até imagens estáticas de Saturno são obras de arte. Já usei várias fotos do planeta como papel de parede. A beleza das fotografias de outros mundos foi uma das coisas que me fez ter interesse por astronomia, e fotos como esta sempre tiveram lugar de destaque para mim.
Alguém aí já leu um acordo de licença de software? Há quem diga que são a maior falácia da passagem do século XX pro XXI. O usuário concorda com os termos se ter lido, e o prestador de serviço ou fornecedor de software só executa as partes que são de seu interesse. Ainda assim, esses acordos têm valor legal de contrato em vários países (inclusive o Brasil).
Eu acompanho o Blog Oficial do Google e fiquei surpreso quando vi este post sobre o acordo de licença do Chrome, o navegador deles. O que ocorre é que o Chrome foi lançado sob a Licença Universal do Google. Existe um trecho um tanto polêmico nesse acordo:
11. Licença de conteúdo do usuário
11.1 O usuário retém direitos autorais e quaisquer outros direitos que já tiver posse em relação ao Conteúdo que enviar, publicar ou exibir nos Serviços ou através deles.
Ao enviar, publicar ou exibir conteúdo, o usuário concede ao Google uma licença irrevogável, perpétua, mundial, isenta de royalties e não exclusiva de reproduzir, adaptar, modificar, traduzir, publicar, distribuir publicamente, exibir publicamente e distribuir qualquer Conteúdo que o usuário enviar, publicar ou exibir nos Serviços ou através deles. Essa licença tem como único objetivo permitir ao Google apresentar, distribuir e promover os Serviços e pode ser revogada para certos Serviços, conforme definido nos Termos Adicionais desses Serviços.
11.2 O usuário concorda que essa licença inclui o direito do Google de disponibilizar esse Conteúdo a outras empresas, organizações ou indivíduos com quem o Google tenha relações para o fornecimento de serviços licenciados e para o uso desse Conteúdo relacionado ao fornecimento desses serviços.
11.3 O usuário compreende que o Google, ao efetuar as etapas técnicas necessárias para fornecer os Serviços aos nossos usuários, pode (a) transmitir ou distribuir o seu Conteúdo por várias redes públicas e em várias mídias de dados; e (b) efetuar as alterações necessárias ao Conteúdo do usuário para ajustar e adaptar esse Conteúdo aos requisitos técnicos de conexão de redes, dispositivos, serviços ou mídia. O usuário concorda que essa licença permitirá ao Google realizar tais ações.
11.4 O usuário confirma e garante ao Google que tem todos os direitos, poderes e autoridade necessários para outorgar a licença citada anteriormente."
O destaque é por minha conta. Em língua de gente: se você utilizar uma ferramenta do Google para transmitir, por exemplo, um livro que você escreveu para revisão em uma gráfica, você cedeu direitos sobre a reprodução e publicação dessa obra para o Google.
Para quem ficou preocupado, é bom saber que cada ferramenta do Google tem um acordo de licença separado. O acordo universal é um guia para os outros, mas o GMail, por exemplo, tem os seguintes termos quanto a direitos autorais (essa parte ficou em inglês mesmo na página para o Brasil):
Your Intellectual Property Rights. Google does not claim any ownership in
any of the content, including any text, data, information, images, photographs,
music, sound, video, or other material, that you upload, transmit or store in
your Gmail account. We will not use any of your content for any purpose except
to provide you with the Service.
Já o Chrome utiliza outra variante. O acordo dele é similar ao acordo universal, mas o texto que eu destaquei em amarelo alguns parágrafos acima foi suprimido. Ou seja, ao menos com essas ferramentas, você não cede direitos autorais a ninguém. Porém, não é o caso do Orkut. Qualquer foto, vídeo ou texto que você tenha publicado através dele praticamente pertence ao Google agora.
Para mim, o Google parece cada vez menos aquela empresa boazinha da propaganda que eles fazem. Mas pelo menos em um aspecto ainda considero o acordo de licença deles melhor que a média. A esmagadora maioria dos acordos que leio diz que os termos podem ser mudados sem aviso prévio, e normalmente o alerta sobre qualquer mudança chega ao ao usuário por meio de mídia especializada e vigilante. O acordo do Google deixa explícito no item 19:
19.1 O Google poderá alterar periodicamente os Termos Universais ou Termos Adicionais. Quando essas alterações forem efetuadas, o Google fará uma nova cópia dos Termos Universais disponíveis em http://www.google.com.br/accounts/TOS?hl=pt e quaisquer novos Termos Adicionais serão disponibilizados ao usuário nos Serviços afetados ou através deles.
Ponto para eles nessa parte.
Para quem não conhece o Twitter: é uma ferramente de blog, como várias outras da Internet. Mas com o diferencial de ser voltado para microblogs. Explico: o tamanho dos posts no Twitter é muito limitado - no máximo 140 caracteres/post. No começo eu achava que isso fazia dele uma ótima ferramenta para quem tem DDA, ou para quem escreve para pessoas com DDA. Com o tempo fui vendo que não é bem assim. É mais fácil encontrar motivação para posts pequenos, e você utiliza para dizer ao mundo como está, ou deixar escrita alguma idéia onde todos possam ler. Com o tempo, o usuário aprende a se expressar de forma cada vez mais rica com poucas palavras, e o Twitter passa até a ter mais utilidades.
Semestre passado, um estudante americano foi detido no Egito por filmar uma manifestação. Ele usou o celular para fazer um post no Twitter, dizendo que havia sido preso. No dia seguinte a universidade onde ele estudava nos states consegiu um advogado para ele, e o rapaz foi solto. Notícia completa aqui.
Um uso mais interessante para o Twitter está sendo feito por algumas empresas. Elas usam programas de varredura para buscar posts no Twitter sobre seus produtos. Dessa forma eles podem contactar as pessoas que postaram para esclarecer dúvidas, ou agradecer por feedback positivo etc. Essa forma de contato com as pessoas pode ser agradável e gerar propagando boca-a-boca positiva de maneira rápida e barata. Coisa de gênio, bolar uma jogada de marketing dessas. Dentre as empresas que já põem isso em prática estão a General Motors (representada no Brasil pela Chevrolet) e a Kodak. A tendência é que as empresas caiam no mundo das redes de colaboração para fortalecer suas marcas. Mais sobre isso neste artigo da Business Week.
Legal, né? Vou ver se dou um jeito de integrar o Twitter neste blog 
E não é através de emuladores. Li na época deste mês (página 140) que a Capcom está desenvolvendo Megaman 9. Com um charme... O estilo gráfico do jogo segue os originais do NES. Pra quem não viveu os anos dourados da era de 8 bits, o screenshot aí do lado é do Megaman 2, de 1988. Megaman 9 vai ser lançado para Wii, Xbox 360 e Playstation 3 este mês, podendo ser baixado por meros US$ 9,99.
O por que disso? Existe uma legião de fãs, tanto do Nintendinho* quanto do personagem, que acha os jogos antigos muito superiores em diversão com relação aos títulos mais recentes. Nas palavras de Marcelo Zorzanelli:
"De lá para cá, o personagem já foi adaptado para o universo tridimensional dos games de ponta, mas fãs e críticos concordam que os originais eram melhores."
Para entender melhor, é necessário levar em conta o contexto no qual os jogos eram criados antigamente. A tecnologia era muito mais limitada - os cartuchos de outrora mal teriam capacidade para armazenar um arquivo de Word ou Excel pequeno, ou uma foto digital de baixa resolução de hoje em dia. As capacidades audiovisuais e de processamento das máquinas de então eram inferiores a de um celular meia-boca atual. Isso obrigava os designers de jogos a terem que apelar para enredos mais profundos, estilos gráficos cativantes e trilhas sonoras mais atraentes.
Por outro lado, um bom videogame podia ser desenvolvido na garagem de casa. Hoje um título para os consoles atuais não sai por menos do que alguns milhões para as empresas que se propõem a tocar o projeto. Por isso mesmo a quantidade de títulos lançados a cada ano era muito maior. A chance de sair desse ambiente algum jogo que conquistasse o coração do público era maior, e o risco de se assumir um projeto de jogo era menor.
Existe toda uma cultura retro que se dedica a preservar a memória e a diversão dos jogos de 80 e 90. Esse pessoal geralmente apela para a emulação desses jogos, que além de ser algo complicado perante a lei, não gera retorno para as empresas que desenvolveram os clássicos (exceto talvez na forma de propaganda para os títulos mais atuais). A Nintendo, vendo boas oportunidades de vendas para esse mercado, permite o download de seus clássicos para quem tem Wii. Se bem me lembro, a preços simbólicos como o que a Capcom anunciou para o Megaman 9. É uma forma de combater a pirataria que gera retorno e agrada os fãs. Mas a Capcom foi além. Lançar um jogo em um estilo que seria quase uma "língua morta" do desenvolvimento de jogos (se não fossem pelos entusiastas que usam o estilo para joguinhos em Flash) é uma inovação e tanto. Megaman 9 ainda vai dar o que falar.
Só não estou mais surpreso por causa do perfil da Capcom. Ela é conhecida por manter o estilo de seus jogos por bastante tempo. Apesar de todas as inovações pelas quais Megaman passou, a identidade visual básica da série é mantida em mais de 20 títulos e através de vários consoles diferentes. E quem não se lembra de quantas versões teve o Street Fighter - que por sinal vai ganhar uma versão mais moderna, mas mantendo firme o estilo que fez sucesso em 16 bits.
Existe uma lista de jogos para os quais eu adoraria ver continuações sendo feitas, seguindo essa mesma linha de raciocínio saudosista. Dentre eles: Bomberman, Rock'n'Roll Racing e Magic Carpet. Alguém gostaria de contribuir com a lista? E falando nisso, estou pensando em abrir um fórum sobre jogos aqui no site. Vou precisar de críticos e colaboradores, alguém se candidata?
*Ok, eu sei que eu fico repetindo Nintendinho pra cá, Nintendinho pra lá e isso pode parecer chato. O "inho" é só para diferenciar do irmão mais novo dele, o Super Nintendo, e da empresa Nintendo.
Desde pequeno sou fã incondicional da Nintendo. Especialmente do Mario, a maior criação de Shigeru Miyamoto. Meus papéis de parede nos meus PC's, e o papel de parede e os toques do meu celular vêm dos jogos do Nintendinho.
Fui procurar uma camisa no Think Geek para mostrar a um amigo, e encontrei estes adesivos de vinil sendo vendidos lá. Para enfeitar quartos e salas, mas acho que dá pra colocar em carros também.


Estou morrendo de vontade de comprar para enfeitar o meu quarto. Vou comprar no meu aniversário 
A Diamond Crystal, empresa americana especializada em sais, tem um produto chamado Salt Sense®. Ele é vendido como um sal "mais saudável" porque tem 33% menos sódio que o sal comum, para o mesmo volume.
...
Alguém aí lembra do que é feito o sal de cozinha? Cloreto de Sódio, ou NaCl, o que significa um átomo de cloro e um de sódio para formar uma molécula do delicioso sal. Então, se essa coisa tem 33% menos sódio, ela tem 33% menos sal! A página lá ao menos é mais honesta em dizer que esse sal é "menos denso" que o sal comum (maneira sofisticada de dizer que é mais fino). Mas quem compra sal que é anunciado como tendo menos sódio é o tipo de pessoa que quer controlar o sódio na alimentação. Se esse Salt Sense® não passa de uma lata com menos sal dentro, não vai ajudar muito.
É como a velha história dos energéticos com baixo teor de calorias...
Mais Posts
Próxima página »