Eu tenho uma bateria e uma guitarra. E como todas as coisas que eu tenho, esses dois instrumentos têm seu lado #geek.
A bateria é eletrônica, uma DP 100 da Staff Drum (fabricante nacional). Não é o mesmo que uma bateria acústica, mas pra quem mora em apartamento, é uma mão na roda. Cada peça é ligada por um P10 em um módulo eletrônico, que tem duas saída analógicas e uma MIDI. Assim você pode ligar em uma interface de som, ou simplesmente tocar com fontes de ouvido... Pra quem não estiver escutando o som do módulo, o som parece mais o de um conjunto de pads de treinamento.
E o fato de ser eletrônica dá bastante versatilidade. Você pode ajustar a afinação e a reverberação de cada peça, modificar os timbres, as sensibilidades e ajustar as respostas, e até mesmo transformar uma peça em outra. Por exemplo, fazer com que o pedal do chimbal passe a ser o esquerdo de um pedal duplo pro bumbo. Além dessas possibilidades de configuração, ela é leve, ocupa pouco espaço e é toda montada a base de encaixes - os parafusos são apenas para ajustar a pressão das abraçadeiras que mantém as peças nas hastes.
Já a guitarra é mais "convencional". É uma iAxe 393, um modelo da Behringer que não é mais produzido (existem outros mais recentes). A primeira vista ela é apenas uma guitarra comum, e funciona do mesmo jeito que qualquer outra - plugue no amp e mande ver. Mas ela possui dois conectores a mais, do lado de baixo:

O que o amp faz é aumentar o sinal da guitarra para passar para um speaker... Mas uma porta USB é capaz de lidar com correntes maiores do que as que passam entre uma guitarra e um amp! Com o software correto, a guitarra é alimentada pela porta USB e o som já sai "ampeado" pelo conector P10 ao lado. Os softwares que fazem isso (já testei alguns e fiquei com o Guitar Rig 4) também permitem que você modifique o sinal que a guitarra recebe, funcionando na prática como um conjunto de pedaleiras virtuais :) Como a saída já pode ser feita direto da guitarra pras caixas, o delay é praticamente zero.
A porta USB também passa pro computador o sinal do que está sendo tocado, embora com um delay considerável. O legal é que com isso você tem um afinador muito preciso na tela do PC. Agora, a configuração pra pegar esse sinal e ouvir no computador não é tão intuitiva. Eu acho mais recomendável plugar o P10 padrão da guitarra em uma boa interface de som, caso o intuito seja gravação, mas no meu caso que é apenas estudo essa guitarra mais do que quebra o galho. Eu plugo ela no PC, ponho headphones direto nela e pronto.
Pra terminar, ambos os instrumentos têm seus metrônomos - a batera tem um embutido no módulo, e cada software pra guitarra inclui seu metrônomo também. Mas eu prefiro uma aplicação para Android, o Mobile Metronome, que é muito completo, fácil de usar e gratuito. Se você quiser dar uma mão pro autor, tem uma versão PRO disponível também, que é paga. Se você tem um iPhone, não deve ser difícil encontrar um bom metrônomo pro iOS ;)